A avaliação não é um ataque pessoal, é um juízo político fundado em factos e percepções partilhadas por muitos militantes inclusive.
Uma liderança que não mobiliza, que não constrói pontes com associações, movimentos estudantis e iniciativas cívicas, e que não se mostra sensível às reivindicações legítimas dos jovens, compromete não só a imagem do seu próprio órgão como também a capacidade do partido de se renovar e de se conectar com as novas gerações.
Por respeito ao partido, aos militantes e ao próprio jovem que ocupa o cargo, defendo que o caminho mais responsável e digno é a demissão voluntária.
Se Justino Capapinha acredita que as críticas são injustas, que aceite o debate público e transparente com o Nelito Ekuikui, o Jeiel de Freitas ou o Francisco Teixeira: ele pode até escolher com qual destes jovens vai debater.
O silêncio ou a fuga ao confronto só vão confirmar a minha afirmação.
Emerson Sousa
