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Leão XIV critica elites, pede justiça social e alerta para desigualdades em discurso em Luanda

O Papa Leão XIV criticou o modelo económico extractivista adoptado por diversas economias, afirmando que este contribui para o aumento do sofrimento social e das desigualdades, durante um discurso proferido em Luanda.

Na sua intervenção, o líder da Igreja Católica defendeu a necessidade de construção de um modelo económico mais inclusivo, capaz de promover justiça social, dignidade humana e desenvolvimento sustentável.

“Os recursos naturais são um dom que deve beneficiar todos e não servir de instrumento de exploração”, afirmou, alertando para os riscos de concentração de riqueza e exclusão social.

O Pontífice destacou que Angola possui um potencial significativo, sublinhando que os seus recursos “não se vendem nem se alugam”, devendo ser geridos com responsabilidade e em benefício da população.

A visita do Papa a Angola insere-se num contexto de reforço das relações institucionais e de diálogo com autoridades políticas, religiosas e sociedade civil.

Antes do discurso, o João Lourenço referiu a importância da cooperação internacional e do papel da Igreja Católica na promoção da paz e do desenvolvimento social.

O discurso reforça o debate sobre o modelo de desenvolvimento económico em Angola e em África, particularmente no que diz respeito à gestão de recursos naturais e à distribuição de riqueza.

O Papa apelou ainda à valorização da juventude e à construção de sociedades mais justas, com base no diálogo, na reconciliação e na inclusão social.

A intervenção do líder religioso posiciona-se como um contributo relevante para a reflexão sobre os desafios económicos e sociais contemporâneos, num momento em que se intensificam os debates sobre sustentabilidade, equidade e governação dos recursos naturais.

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