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UNITA diz que problema das eleições em Angola “não é a INDRA, mas o regime político do MPLA”

A UNITA afirmou que o principal problema das eleições em Angola não está na empresa espanhola Indra Sistemas, recentemente escolhida para fornecer a solução tecnológica das eleições gerais previstas para 2027, mas sim no que considera ser a natureza do regime político liderado pelo Movimento Popular de Libertação de Angola.

A posição foi expressa pelo deputado da UNITA Joaquim Nafoia, que reagiu à decisão da Comissão Nacional Eleitoral de Angola de adjudicar à empresa espanhola o sistema tecnológico do processo eleitoral.

Segundo o parlamentar, o foco deve estar na defesa e fiscalização do voto durante o dia das eleições. O deputado apelou ainda à necessidade de garantir que as actas das mesas de voto sejam afixadas e respeitadas, de forma a assegurar a transparência do processo.

Outro deputado da UNITA, Faustino Mumbica, considerou que, à luz da experiência de eleições anteriores, não seria recomendável que a empresa voltasse a prestar assistência logística ao processo eleitoral angolano. Apesar disso, afirmou que o partido ainda não apresentou uma posição formal sobre o assunto.

Por sua vez, o porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral de Angola, Manuel Camaty, explicou que a instituição lançou, no final do ano passado, dez concursos públicos para a contratação de bens e serviços destinados à preparação das eleições gerais.

De acordo com o responsável, 217 empresas apresentaram propostas nos diferentes concursos e 72 foram aprovadas para adjudicação. Manuel Camaty assegurou que o processo foi conduzido de forma transparente e que as empresas concorrentes tiveram de cumprir os requisitos exigidos.

A empresa Indra Sistemas tem sido responsável pela solução tecnológica das últimas quatro eleições realizadas em Angola, nomeadamente em 2008, 2012, 2017 e 2022. A sua participação tem sido alvo de críticas por parte de alguns partidos da oposição e sectores da sociedade civil, que questionam a transparência do processo eleitoral.

Segundo a CNE, os concursos lançados incluem diferentes áreas logísticas e operacionais do processo eleitoral, como kits de educação cívica, material de apoio, meios informáticos, georreferenciação, mapeamento eleitoral, transporte de logística e sistemas tecnológicos de apoio à votação.

Fonte: Novo Jornal

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