A subcomissão de candidaturas do 9.º Congresso Ordinário do MPLA confirmou a receção de três candidaturas à presidência do partido, apresentadas pelos militantes Higino Carneiro, José Carlos de Almeida e António Venâncio.
Os processos seguem agora para a fase de avaliação e validação por parte da subcomissão, condição indispensável para que os candidatos possam ser oficialmente admitidos à disputa e submetidos à votação dos delegados no congresso eletivo, agendado para dezembro de 2026.
A eleição reveste-se de elevada importância política, uma vez que o futuro presidente do MPLA será, em princípio, o candidato do partido à Presidência da República. No entanto, este cenário poderá sofrer alterações caso o actual líder, João Lourenço, opte por recandidatar-se à liderança partidária.
Entretanto, o Bureau Político do MPLA já deu luz verde para o arranque formal da preparação do congresso, durante uma reunião presidida por João Lourenço, na qual foi apreciado e aprovado o relatório de atividades do secretariado executivo da comissão nacional preparatória.
No terreno, o partido iniciou o processo de renovação de mandatos nas suas estruturas de base em todo o país, com vista à organização do congresso.
De acordo com o regulamento, podem candidatar-se todos os militantes no pleno gozo dos seus direitos estatutários e que não estejam abrangidos por inelegibilidades. O tempo mínimo de militância exigido varia entre cinco e 15 anos, conforme o cargo.
Para a presidência do MPLA, os candidatos devem reunir o apoio mínimo de cinco mil militantes, distribuídos por todas as províncias. Para outros cargos, o número de subscritores varia entre mil e 2.500, consoante a função.
Sob o lema “MPLA — Compromisso com o Povo e Confiança no Futuro”, o 9.º Congresso Ordinário terá como pontos centrais a eleição do novo presidente, a definição da orientação política do partido e a consolidação das suas estruturas internas para os próximos ciclos políticos.