A recandidatura de João Lourenço à presidência do MPLA chegou esta segunda-feira, 11 de maio, à subcomissão de candidaturas do 9.º Congresso Ordinário do partido, para avaliação e posterior aprovação.
O congresso está agendado para os dias 9 e 10 de dezembro de 2026, no Complexo "MPLA: Compromisso com o Povo e Confiança no Futuro", em Luanda, e deverá definir a liderança partidária e as estratégias políticas da formação para o próximo ciclo eleitoral.
O Bureau Político do Comité Central do MPLA foi informado da intenção de João Lourenço apresentar candidatura direta à presidência do partido, tendo o órgão manifestado apoio incondicional à iniciativa. O comunicado final foi lido pelo secretário para Informação e Propaganda, Esteves Hilário. João Lourenço constituiu como mandatário o deputado e membro da Comissão Nacional Eleitoral João de Almeida Martins, conhecido como "Jú Martins"
Os processos de candidatura seguem agora para a fase de avaliação e validação por parte da subcomissão, condição indispensável para que os candidatos possam ser oficialmente admitidos à disputa e submetidos à votação dos delegados no congresso eletivo.
A subcomissão de candidaturas do 9.º Congresso Ordinário do MPLA já confirmou a receção de três outras candidaturas à presidência do partido: Higino Carneiro, José Carlos de Almeida e António Venâncio. Irene Neto, filha do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, também não descartou a hipótese de entrar na corrida, tendo manifestado essa possibilidade em entrevista ao Novo Jornal.
Para a candidatura ao cargo de presidente do MPLA, os proponentes devem reunir o apoio de pelo menos 5.000 militantes, distribuídos por todas as províncias do país, garantindo base de suporte geograficamente distribuída e representativa da estrutura nacional. Os restantes níveis exigem entre 1.000 e 2.500 subscritores, estabelecendo escalas diferenciadas conforme a importância e o alcance do cargo a ser disputado.
A decisão de João Lourenço surge numa fase considerada estratégica para o futuro político do país. O presidente do MPLA está impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato como Presidente da República nas eleições gerais previstas para 2027. Fontes políticas e analistas entendem que a recandidatura poderá representar uma tentativa de manter influência direta no processo de transição interna e na definição do futuro equilíbrio de forças dentro do partido governante.
Nos bastidores políticos, o congresso do MPLA é já visto como um momento decisivo para a definição da sucessão presidencial em Angola, ultrapassando a dimensão estritamente partidária.