As dificuldades enfrentadas pela UNITEL após o ataque cibernético estão a provocar uma forte adesão de clientes às operadoras Movicel e, muito mais à Africell.
Em várias províncias, as lojas registam longas filas de consumidores à procura de cartões SIM para garantir a continuidade das comunicações.
A procura aumentou de tal forma que, em alguns pontos de venda, o preço dos cartões SIM disparou muito acima do valor habitual, impulsionado pela elevada procura. Em Luanda, Huambo e Huíla, foram registadas enchentes nas lojas oficiais e junto de revendedores.
Perante este cenário, a Africell anunciou o reforço das equipas técnicas e dos centros de atendimento para responder ao aumento extraordinário de novos clientes. A empresa também adoptou medidas temporárias para gerir a pressão sobre a sua rede.
O episódio evidencia como uma falha numa operadora dominante pode alterar rapidamente o equilíbrio competitivo do sector das telecomunicações, levando consumidores e empresas a procurarem alternativas para evitar novas interrupções.
"Mobilizámos equipas técnicas, reforçámos as lojas e criámos centros de atendimento adicionais para responder ao aumento extraordinário da procura", informou a Africell em comunicado.
