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Os professores angolanos vão avançar para uma greve a partir de 21 de Setembro, depois de uma reunião entre o Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) e o Ministério da Educação não se ter concretizado.

Segundo um comunicado do SINPROF, a primeira fase da paralisação decorrerá até 15 de Outubro, num total de 19 dias. O sindicato afirma que continua disponível para retomar as negociações com o Governo.

O SINPROF orientou os professores a não comparecerem nos locais de trabalho durante a greve e informou que os piquetes permanecerão à entrada das escolas para acompanhar o cumprimento da paralisação. O sindicato apelou também aos directores das escolas para que tenham em consideração as reivindicações da classe.

Entre as questões apresentadas pelo sindicato está o cumprimento dos acordos assinados em 6 de Janeiro de 2026 entre o Ministério da Educação e o SINPROF. A organização sindical mantém igualmente a reivindicação de medidas relacionadas com a actualização da carreira dos docentes, incluindo a realização de um concurso público interno de ingresso de professores.

O Ministério da Educação tem, entretanto, defendido que não existem motivos para o avanço da greve. Segundo a posição divulgada pelo ministério, o Governo terá cumprido 11 pontos do caderno reivindicativo apresentado pelo SINPROF, enquanto o sindicato considera que alguns pontos considerados fundamentais continuam por cumprir.

A primeira fase da greve está prevista para terminar a 15 de Outubro, enquanto uma segunda fase deverá ocorrer em Novembro, caso não haja entendimento entre as partes.

O impasse coloca novamente o sistema de ensino perante uma paralisação dos professores, enquanto sindicato e Governo mantêm posições diferentes sobre o cumprimento dos compromissos assumidos e sobre as condições para a continuidade das negociações.

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