O militante do MPLA, Higino Carneiro, utilizou o debate entre candidatos presidenciais em Portugal, no âmbito das eleições marcadas para 08 de Fevereiro, como exemplo de que é possível confrontar projectos políticos distintos com respeito institucional e responsabilidade democrática.
Higino Carneiro destacou ainda que, num contexto em que o radicalismo tende a substituir o diálogo, o exemplo português deixa lições úteis para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e para África em geral, defendendo que a política se fortalece quando se privilegia a palavra e a escuta.
A posição surge num momento em que o político já oficializou a sua intenção de disputar a presidência do MPLA no próximo congresso ordinário do partido, alegando responder ao apelo de militantes e dirigentes de vários níveis. Num manifesto divulgado anteriormente, Higino defende a revalorização do militante de base, a reestruturação dos Comités de Acção do Partido e mudanças na organização interna.
Paralelamente, o seu nome tem sido associado a processos judiciais em curso, nos quais é indiciado por crimes de peculato e burla qualificada, relacionados com a utilização de fundos públicos e recepção de bens enquanto exercia funções governativas. Estes processos têm sido amplamente referidos nos meios de comunicação social.
O debate interno no MPLA decorre num contexto de preparação para o próximo congresso do partido, onde deverá ser definida a liderança e o posicionamento político para os próximos ciclos eleitorais em Angola.
