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Governo vai privatizar a TAAG, mas adia venda da Sonangol no PROPRIV

O Governo angolano introduziu ajustes no Programa de Privatizações (PROPRIV) 2023-2026, mantendo a privatização da TAAG e adiando a alienação da Sonangol.

De acordo com o Decreto Presidencial n.º 36/26, assinado pelo Presidente da República, João Lourenço, a 19 de fevereiro, a lista de activos a privatizar foi reduzida, retirando várias empresas inicialmente previstas.

Mantêm-se no plano estatal a Angola Telecom, a Endiama e a Unitel, por via de Oferta Pública Inicial na bolsa angolana, bem como a TAAG, através de Concurso Limitado por Prévia Qualificação. Permanecem ainda activos como a Nova Cimangola, SBA, ZEE, Grupo Medianova, TV Zimbo e BCA.

Ficam excluídas do processo empresas como Multitel, MS Telecomunicações, NAIL, SGA e TV Cabo Angola, além de oito participadas e activos da Sonangol, incluindo a ENCO e o Hotel Miramar, bem como unidades industriais da Zona Económica Especial e activos nos sectores dos transportes, pescas, agro-indústria, financeiro e telecomunicações.

Na área da hotelaria e turismo, o decreto inclui 30 unidades hoteleiras das redes UI e IKA, distribuídas por várias províncias, como parte do plano de privatizações previsto para 2026.

Os ajustes ao PROPRIV sinalizam uma redefinição de prioridades na estratégia de alienação de activos públicos, mantendo a TAAG como uma das operações centrais do programa e adiando, para momento posterior, a privatização da petrolífera estatal.

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