Oku Saka

África perde três seleções num só dia e fica com apenas Marrocos e Cabo Verde no Mundial

O sonho africano no Mundial de 2026 sofreu um duro revés após a eliminação, no mesmo dia, de Costa do Marfim, República Democrática do Congo e Senegal nos 16 avos de final da competição.

A Costa do Marfim, segunda classificada do Grupo E, foi derrotada por 2-1 pela Noruega, no AT&T Stadium, em Dallas. Apesar de uma exibição ofensiva e de criar várias oportunidades, os marfinenses revelaram pouca eficácia na finalização e acabaram eliminados. O avançado Erling Haaland esteve entre os destaques da seleção norueguesa.

Já a República Democrática do Congo, que alcançou a fase a eliminar como o melhor terceiro classificado da fase de grupos, perdeu por 2-1 diante da Inglaterra, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. O capitão inglês Harry Kane marcou os dois golos da vitória nos minutos finais, garantindo o apuramento da sua equipa para os oitavos de final.

O encontro mais emocionante do dia envolveu o Senegal e a Bélgica. Os senegaleses chegaram a construir uma vantagem de 2-0, mas permitiram a recuperação dos belgas. A partida terminou 3-2 após prolongamento, com a Bélgica a assegurar a qualificação.

Com estes resultados, o continente africano passa a contar com apenas duas seleções ainda em competição: Marrocos, que eliminou os Países Baixos na decisão por penáltis, e Cabo Verde, que vai enfrentar a Argentina.

Um dos aspetos que mais chamou a atenção foi a dificuldade das seleções africanas em conservar os resultados nos minutos finais. Nas três partidas, os golos decisivos surgiram aos 86 minutos ou nos instantes finais, reforçando uma tendência observada ao longo desta edição do Mundial: segurar o resultado depois dos 80 minutos tem sido um dos maiores desafios das equipas africanas.

A edição de 2026, a primeira com 48 seleções, aumentou o número de representantes africanos na fase final, mas não impediu que a maioria das equipas do continente fosse afastada antes das fases decisivas.

África iniciou o Mundial de 2026 com uma participação recorde, beneficiando da expansão da competição para 48 seleções. O continente conseguiu colocar várias equipas na fase a eliminar, incluindo estreantes como Cabo Verde, mas volta a enfrentar o desafio de alcançar as fases mais avançadas do torneio.

Enviar um comentário

Deixe a sua opinião

Postagem Anterior Próxima Postagem

Pub

Oku Saka
Oku Saka