Do total de vagas autorizadas, 21.700 serão disponibilizadas pelas instituições públicas e as restantes pelas instituições privadas.
Segundo o governante, a redução está relacionada com o processo de avaliação externa e acreditação de cursos, que levou à suspensão, em Abril de 2025, de mais de 250 cursos por falta de condições.
“Os resultados da avaliação externa e da acreditação de cursos tiveram um impacto no número de vagas disponíveis”, explicou Eugénio Alves da Silva, em declarações à Rádio Nacional de Angola.
O secretário de Estado afirmou que os cursos não acreditados ficam impedidos de abrir vagas, oferecer formação ou admitir novos estudantes. O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação está, nesta fase, a fiscalizar as instituições para impedir novas admissões nos cursos suspensos.
A rede de ensino superior é actualmente formada por 31 instituições públicas e 75 privadas, distribuídas pelas 21 províncias, com um total de 1.305 cursos.
A procura mantém-se particularmente elevada nas instituições públicas, onde, segundo Eugénio Alves da Silva, uma vaga é disputada por cinco candidatos.
A avaliação e acreditação dos cursos, iniciada como mecanismo de controlo das condições e da qualidade da formação, passou a ter impacto directo na oferta de vagas. A redução para o próximo ano académico reflecte, segundo o Ministério, a retirada de cursos que não reúnem as condições exigidas para receber novos estudantes.
Paralelamente, o Governo afirma estar a investir na qualificação dos docentes. O subsistema conta com cerca de 1.300 professores, dos quais 12% são doutorados, 40% têm mestrado e 48% são licenciados.
Eugénio Alves da Silva afirmou que existe uma aposta contínua na formação pós-graduada dos docentes, com o objectivo de aumentar a proporção de professores com mestrado e doutoramento.
O ano académico 2026/27 terá abertura oficial a 2 de Outubro e as aulas começam três dias depois, a 5 de Outubro.