Um incêndio de grandes proporções destruiu, na madrugada desta quinta-feira, mais de 750 bancadas no Mercado do Kikolo, município de Cacuaco, em Luanda, deixando centenas de comerciantes sem os seus negócios e com prejuízos avaliados em milhões de kwanzas.
Segundo o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, a natureza dos materiais em combustão, a quantidade existente e as condições de armazenamento favoreceram a rápida propagação das chamas. As equipas de intervenção conseguiram controlar e circunscrever o incêndio, evitando a sua progressão para outras áreas.
Comerciantes contabilizam perdas
Entre os afectados está Aldemar Jorge Sandumbo, que afirmou ter perdido mais de 26 milhões de kwanzas em mercadoria.
Outros comerciantes ouvidos no local também relatam perdas significativas, sobretudo nos negócios relacionados com madeira e materiais de construção. Muitos afirmam não ter conseguido retirar os seus produtos antes de as chamas consumirem as bancadas.
Alguns comerciantes disseram ainda suspeitar que o incêndio possa ter sido provocado deliberadamente. A hipótese de fogo posto, contudo, não está confirmada pelas autoridades.
Causas ainda desconhecidas
As autoridades ainda não determinaram a origem do incêndio. Segundo o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, estão em curso os procedimentos para apurar as causas.
O administrador do mercado, Timóteo Malanga, explicou que alguns comerciantes possuem seguro contra incêndio, enquanto outros não dispõem dessa protecção. A administração do mercado lamentou as perdas, mas afirmou não assumir responsabilidade pelos negócios destruídos, remetendo a questão para os órgãos superiores.
Durante as operações de combate, os bombeiros enfrentaram dificuldades de acesso à zona afectada devido às características do mercado e à disposição das estruturas.
Segundo incêndio de grandes proporções
O episódio ganha particular relevância por ocorrer menos de um ano depois de outro incêndio de grandes dimensões no Mercado do Kikolo, considerado um dos maiores mercados informais de Luanda.
A destruição deixa agora centenas de comerciantes sem actividade e levanta novamente questões sobre as condições de armazenamento, organização dos espaços comerciais, acesso dos meios de emergência e mecanismos de prevenção e protecção contra incêndios nos mercados informais da capital.
As autoridades ainda deverão determinar a origem do fogo e avaliar oficialmente a dimensão total dos prejuízos.
