Caso Yola Araújo: testemunhas negam responsabilidade pelo vazamento do áudio

As três principais testemunhas ouvidas esta terça-feira, 4 de Novembro, no julgamento da cantora Yola Catiana Moreira de Araújo, conhecida artisticamente como Yola Araújo, negaram envolvimento na divulgação do áudio que está na origem do processo judicial movido pelos músicos Yuri da Cunha e Ary.

Durante a segunda sessão de discussão e julgamento, o Tribunal da Comarca de Luanda ouviu Carmen Moura, Henriqueta Kaite e Sabalo Salazar. Uma das testemunhas prestou declarações presencialmente, enquanto as outras participaram por videochamada, através do WhatsApp.

Na qualidade de arguida, Yola Araújo alegou que Carmen Moura, esposa do seu antigo companheiro Fredy Costa, terá pago 15 mil euros para obter e divulgar a gravação, com o propósito de prejudicar a sua imagem.

Carmen Moura negou as acusações, afirmando que nunca pagou pela obtenção do áudio nem participou na sua divulgação. Confirmou, entretanto, ter mantido dois contactos com Henriqueta Kaite, um telefónico e outro presencial, mas negou ter solicitado a gravação de qualquer conversa com a cantora.

Por sua vez, Henriqueta Kaite também afastou a responsabilidade pelo vazamento. Contudo, revelou ter recebido uma proposta de Yola Araújo para seguir e fotografar Carmen Moura, com o objectivo de prejudicar a sua imagem, proposta que afirmou ter recusado.

Sabalo Salazar, proprietário de uma página de notícias nas redes sociais, igualmente negou qualquer participação na divulgação da gravação. Segundo declarou em tribunal, apenas tomou conhecimento do conteúdo através das redes sociais.

Indemnização de 250 milhões de kwanzas

O processo judicial foi instaurado pelos músicos Yuri da Cunha e Ary, que acusam Yola Araújo dos crimes de difamação, injúria e calúnia.

A disputa está relacionada com um áudio divulgado nas redes sociais, no qual são atribuídas à cantora declarações sobre o alegado consumo de drogas pelos dois artistas. A gravação também contém comentários sobre a possibilidade de Ary interpretar a cantora Nany numa produção audiovisual.

Os queixosos reclamam uma indemnização de 250 milhões de kwanzas por alegados danos morais e patrimoniais. Sustentam que a divulgação das declarações prejudicou a sua imagem pública e contribuiu para a perda de contratos e oportunidades profissionais, incluindo a participação numa minissérie.

O julgamento deverá prosseguir no dia 10 de Novembro, no Tribunal da Comarca de Luanda.

Enviar um comentário

Deixe a sua opinião

Postagem Anterior Próxima Postagem

Pub

Oku Saka