A administração dos Estados Unidos intensificou esta terça-feira, 03, a sua posição pública de que não foi responsável pelo início do conflito armado com o Irão, defendendo que a operação “Fúria Épica” constituiu uma resposta preventiva a riscos iminentes no Médio Oriente.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington avançou com a ofensiva após indícios de que Israel realizaria ataques e que Teerão preparava retaliações contra a presença norte-americana na região. Em paralelo, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, declarou que o Irão é responsável pelo conflito devido a décadas de ações consideradas hostis contra cidadãos e interesses dos EUA.
As declarações surgem num contexto de crescente escrutínio internacional sobre a legitimidade e proporcionalidade das ações militares. Analistas como John Mearsheimer apontam que a estratégia pode ter sido mal calculada, alertando para impactos regionais de longo alcance.
No terreno, os confrontos prosseguem com trocas de ataques entre forças norte-americanas, Israel e o Irão. O Presidente Donald Trump indicou que os Estados Unidos estão preparados para sustentar a operação por período prolongado, ao mesmo tempo que admite a possibilidade de retorno à via diplomática. O desfecho do conflito permanece incerto, num cenário de elevada tensão geopolítica.
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