O ministro do Turismo, Márcio Daniel, defendeu que Angola está a deixar para trás a condição de destino turístico pouco conhecido para se afirmar como um destino emergente no mercado internacional, capaz de atrair visitantes, investimentos e gerar receitas em moeda estrangeira.
"Angola já não é um destino turístico desconhecido, mas emergente", afirmou Márcio Daniel. O ministro acrescentou que o desenvolvimento do turismo terá também um efeito indireto sobre outros sectores, pressionando a resolução de problemas relacionados com infraestruturas, acessibilidade e serviços.
Segundo o responsável, Angola já passou a integrar algumas das maiores plataformas internacionais de comercialização de produtos turísticos. Entre elas está a Marco Polo, considerada uma das principais referências mundiais no sector. O ministro revelou ainda que, a partir de Outubro, os produtos turísticos angolanos passarão igualmente a ser promovidos noutra importante plataforma internacional.
"Isso significa que estamos a transformar o turismo num activo de exportação", declarou.
Márcio Daniel acredita que os efeitos económicos dessa aposta serão visíveis ao longo dos próximos anos. "O turismo será, com o tempo, uma fonte de entrada de divisas. A balança de pagamentos vai começar a sentir a presença de outras fontes de entrada de divisas para a nossa economia", afirmou.
Ao comparar Angola com outros destinos turísticos africanos, o ministro destacou que o país apresenta uma oferta diferenciada. Enquanto Cabo Verde tem no turismo de lazer e de praia o seu principal atractivo, e países como Namíbia e África do Sul apostam fortemente no turismo de natureza, Angola pretende posicionar-se como um destino de experiências diversificadas.
O país reúne florestas tropicais, savanas, praias, desertos, património histórico, manifestações culturais e uma rica diversidade natural, factores que podem aumentar a sua competitividade no mercado turístico internacional.
Nos últimos anos, Angola tem vindo a implementar medidas para facilitar a entrada de turistas, incluindo a flexibilização de vistos para cidadãos de vários países. Paralelamente, o Governo tem apostado na promoção internacional do destino Angola e na valorização de recursos naturais e culturais com potencial turístico.
Especialistas apontam, contudo, que desafios ligados às infraestruturas, mobilidade, serviços turísticos e promoção internacional continuam a ser determinantes para que o sector alcance o potencial esperado.
Caso as metas traçadas sejam concretizadas, o turismo poderá tornar-se uma importante fonte de receitas externas, gerar emprego, estimular investimentos privados e impulsionar o desenvolvimento regional, contribuindo para uma economia mais diversificada e menos dependente do petróleo.