Angola obteve 3,6 pontos numa escala de 0 a 5 na avaliação continental dos sistemas de garantia da qualidade do ensino superior, conduzida pela iniciativa Harmonização, Acreditação e Garantia da Qualidade no Ensino Superior Africano (HAQAA).
O resultado coloca o Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES) abaixo dos países africanos que lideram neste domínio, integrando o grupo de entidades reguladoras que satisfazem apenas parcialmente os padrões internacionais exigidos para o sector formal de ensino.
A avaliação reconhece progressos no plano institucional angolano, mas identifica fragilidades estruturais persistentes em três domínios: a insuficiência dos processos de investigação científica, a fraca integração de mecanismos de inovação tecnológica e a limitada capacidade de internacionalização das universidades e institutos superiores públicos e privados do país.
O exercício avaliativo não incide sobre o desempenho directo das instituições de ensino individualmente, mas sobre a capacidade técnica e operacional do regulador nacional de garantir que essas instituições cumprem os padrões mínimos de qualidade académica. O INAAREES foi avaliado com base em 13 critérios que abrangem diferentes áreas do sistema de garantia de qualidade.
A HAQAA constitui o principal instrumento continental para a harmonização dos sistemas de ensino superior em África, financiado e apoiado politicamente pela União Africana e pela União Europeia. A iniciativa visa criar um espaço académico africano mais integrado, permitindo que estudantes, docentes e investigadores circulem com maior facilidade entre instituições do continente, e serve de base para os acordos de reconhecimento de diplomas entre os Estados-membros. A classificação obtida pelo INAAREES tem, por isso, implicações directas para o valor de reconhecimento internacional dos diplomas emitidos pelas instituições angolanas.