A Feira Internacional de Luanda (FILDA) continua a afirmar-se como a principal montra de negócios do país, mas a edição de 2026 evidencia uma transformação na estratégia das empresas.
Se antes o objectivo passava essencialmente por expor produtos e serviços, hoje muitas marcas procuram oferecer experiências que aproximem o público e reforcem a identidade das suas marcas.
A aposta passa por espaços interactivos, produção de conteúdos digitais em tempo real, áreas de demonstração, networking e actividades que incentivam a participação dos visitantes. O conceito acompanha uma tendência internacional, onde as feiras de negócios deixam de ser apenas locais de exposição para se tornarem plataformas de relacionamento entre empresas e consumidores.
A FIXIND é uma das empresas que segue esta abordagem. Na FILDA 2026, a fabricante angolana de mobiliário preparou um stand com ambientes residenciais e corporativos, consultas gratuitas com designers e arquitectos, activações para o público e um podcast dedicado ao sector do mobiliário. A iniciativa pretende promover o debate sobre a utilização da matéria-prima nacional, a competitividade da indústria angolana, o design e os desafios da produção local.
Para além da promoção dos seus produtos, a empresa procura posicionar-se como um espaço de diálogo e partilha de conhecimento, uma estratégia que ilustra a evolução do papel das marcas em eventos empresariais.
A tendência demonstra que a FILDA já não é apenas uma feira para apresentar novidades ao mercado. Cada vez mais, transforma-se num palco onde as empresas competem pela atenção do público através da inovação, da experiência e da criação de valor, factores que poderão influenciar a forma como os negócios são comunicados e percebidos pelos consumidores nos próximos anos.
