João Lourenço já viajou para 47 países e passou 511 dias fora de Angola

O Presidente da República, João Lourenço, realizou 134 viagens internacionais entre Setembro de 2017 e Maio de 2026, tendo passado um total de 511 dias fora de Angola, segundo um estudo actualizado pelo Novo Jornal e pela Angola Open Policy Initiative (AOPI).


De acordo com os dados apresentados, o Chefe de Estado já viajou para 47 países e visitou 66 cidades. O custo estimado das deslocações atingiu 1,4 mil milhões de dólares, o que representa, segundo o estudo, uma média de aproximadamente um dia passado no estrangeiro a cada seis dias.

A análise pretende avaliar não apenas a frequência das viagens presidenciais, mas também a eficiência e eficácia dos gastos públicos associados às deslocações, apresentando recomendações para contribuir para uma gestão mais transparente e responsável dos recursos do Estado.

O levantamento foi inicialmente publicado em Junho de 2025, num estudo sobre a qualidade da despesa pública e as viagens do Presidente desde o início do mandato, em Setembro de 2017. Um ano depois, os dados foram actualizados, tendo sido identificadas e corrigidas algumas imprecisões da versão anterior.

Entre as correcções está a inclusão de duas viagens aos Estados Unidos realizadas via Cabo Verde, em escala técnica, que não tinham sido registadas inicialmente. O estudo também reviu a metodologia utilizada para contabilizar os dias passados fora do país.

Na metodologia actualizada, um dia é contabilizado quando o Presidente permanece fora de Angola durante a maior parte do horário de trabalho, entre as 8h00 e as 15h00. A contagem da ausência começa no momento do embarque no avião, por ser esse o momento em que, tecnicamente, o Presidente já não se encontra em território nacional.

O estudo chama ainda atenção para as equipas de avanço e segurança, cujas deslocações podem começar até cinco dias antes da partida do Presidente. Esta componente é considerada na análise da dimensão logística associada às viagens presidenciais.

Os autores sublinham que a actualização procura melhorar a qualidade dos dados e reforçar a análise sobre a utilização dos recursos públicos, num tema que envolve directamente transparência, prestação de contas e gestão da despesa do Estado.

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