A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que recomenda a adopção de mapas-mundo capazes de representar com maior precisão o tamanho real dos continentes. A decisão favorece a projecção Equal Earth, em alternativa à tradicional projecção de Mercator
A projecção de Mercator, criada no século XVI para facilitar a navegação, aumenta visualmente o tamanho das regiões próximas dos pólos e reduz a dimensão aparente de zonas equatoriais. Um dos exemplos mais conhecidos é a comparação entre África e a Gronelândia: embora a Gronelândia pareça próxima do tamanho de África no mapa tradicional, o continente africano é cerca de 14 vezes maior.
A resolução foi aprovada por 164 países, com seis abstenções e apenas os Estados Unidos a votarem contra. A medida não proíbe a utilização do mapa de Mercator, que continua útil para determinados fins, mas incentiva governos, escolas, meios de comunicação e plataformas tecnológicas a adoptarem representações mais proporcionais.
Durante décadas, milhões de pessoas aprenderam geografia através de uma representação que diminuía visualmente o continente africano. O mapa não muda o mundo, mas pode mudar a forma como o vemos.
