Sindicato considera que compromissos essenciais continuam por cumprir, enquanto o Ministério da Educação afirma ter cumprido 11 pontos do caderno reivindicativo.
O Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) anunciou uma greve geral dos professores a partir de 21 de Setembro, com a primeira fase da paralisação prevista até 15 de Outubro. A decisão foi tomada após uma assembleia geral de professores realizada no fim-de-semana.
O secretário-geral do SINPROF, Admar Jinguma, afirmou que a paralisação resulta da insatisfação da classe com o que o sindicato considera incumprimento de acordos estabelecidos com o Ministério da Educação. O sindicato apelou aos professores para permanecerem unidos durante o período de greve e resistirem a eventuais ameaças das direcções das escolas.
De acordo com o SINPROF, a primeira fase da greve terá 19 dias, entre 21 de Setembro e 15 de Outubro, estando prevista uma segunda fase para Novembro. O sindicato reafirma a exigência de cumprimento dos acordos assinados com o Ministério da Educação em 8 de Janeiro de 2026.
Entre as reivindicações consideradas prioritárias está a realização de um concurso público interno de ingresso de professores para permitir a actualização da carreira dos docentes referentes aos anos de 2017 e 2018. Para o sindicato, o cumprimento destes pontos continua a ser insuficiente.
O Ministério da Educação apresenta, contudo, uma posição diferente. O MED afirma que não existem motivos para a realização da greve, alegando ter cumprido 11 pontos constantes do caderno reivindicativo apresentado pelo SINPROF. O ministério garante igualmente que continuará a trabalhar para a valorização dos professores, incluindo a melhoria das condições remuneratórias.
A divergência entre as duas partes concentra-se, assim, na avaliação do cumprimento dos compromissos assumidos. Enquanto o SINPROF considera que permanecem pendentes reivindicações fundamentais, o MED sustenta que uma parte significativa do acordo já foi executada.
Caso a paralisação avance conforme anunciado, o funcionamento das escolas poderá ser afectado a partir de 21 de Setembro. A dimensão dos efeitos dependerá da adesão dos professores e da evolução das negociações entre o sindicato e o Ministério da Educação.