As eleições presidenciais portuguesas avançam para uma segunda volta, marcada para o próximo dia 8 de fevereiro, com António José Seguro e André Ventura como os dois candidatos mais votados da primeira ronda.
Inicialmente disputada entre André Ventura, do Chega, e João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, a segunda vaga acabou por ser conquistada por Ventura, que se assume agora como principal representante do espaço político à direita do PSD.
Luís Marques Mendes, apoiado pela coligação PSD/CDS, assumiu a responsabilidade pela derrota e anunciou que não apoiará nenhum dos candidatos. O primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, confirmou que o partido não dará indicações de voto, alegando que o seu espaço político não está representado na segunda volta. Posição semelhante foi assumida por João Cotrim de Figueiredo.
Henrique Gouveia e Melo, outro dos candidatos derrotados, reafirmou a defesa da despartidarização da Presidência da República, sem indicar preferência para a fase final.
Com duas semanas adicionais de campanha, Portugal prepara-se para uma segunda volta histórica, num confronto direto entre dois projetos políticos opostos, que decidirá o próximo Presidente da República.
