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António José Seguro e André Ventura seguem para a segunda volta das Presidenciais

As eleições presidenciais portuguesas avançam para uma segunda volta, marcada para o próximo dia 8 de fevereiro, com António José Seguro e André Ventura como os dois candidatos mais votados da primeira ronda.


As projeções confirmaram um cenário já antecipado nas últimas semanas, mas com um dado inesperado: António José Seguro, candidato apoiado pelo Partido Socialista, venceu a primeira volta, garantindo desde cedo o apoio explícito de vários candidatos e partidos da esquerda.

Inicialmente disputada entre André Ventura, do Chega, e João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, a segunda vaga acabou por ser conquistada por Ventura, que se assume agora como principal representante do espaço político à direita do PSD.

Reações e posicionamentos políticos
Entre os candidatos derrotados, Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, e António Filipe, do PCP, apelaram ao voto em António José Seguro na segunda volta, sublinhando a necessidade de travar a extrema-direita.

Luís Marques Mendes, apoiado pela coligação PSD/CDS, assumiu a responsabilidade pela derrota e anunciou que não apoiará nenhum dos candidatos. O primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, confirmou que o partido não dará indicações de voto, alegando que o seu espaço político não está representado na segunda volta. Posição semelhante foi assumida por João Cotrim de Figueiredo.

Henrique Gouveia e Melo, outro dos candidatos derrotados, reafirmou a defesa da despartidarização da Presidência da República, sem indicar preferência para a fase final.

Discursos dos finalistas
André Ventura classificou a passagem à segunda volta como a maior honra da sua vida política, defendendo que o Chega lidera atualmente o espaço da direita. Já António José Seguro apelou à união de democratas, progressistas e humanistas, sublinhando que a sua candidatura é “sem amarras partidárias” e representa a defesa da democracia contra os extremismos.

Participação eleitoral
A taxa de abstenção fixou-se nos 38,5%, uma descida expressiva face às eleições de 2021, marcadas por uma abstenção recorde. Destacou-se ainda o aumento dos votos nulos, que superaram os votos em branco pela primeira vez desde o 25 de Abril.

Com duas semanas adicionais de campanha, Portugal prepara-se para uma segunda volta histórica, num confronto direto entre dois projetos políticos opostos, que decidirá o próximo Presidente da República.

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