O futebol angolano entrou em ebulição após Pedro Mantorras revelar publicamente um alegado acordo falhado para Florentino Luís representar os Palancas Negras, acusações prontamente desmentidas pelo próprio jogador, num confronto de versões que expõe fragilidades institucionais, tensões políticas e falhas de comunicação no seio da Federação Angolana de Futebol.
Versão de Mantorras
Mantorras sustenta que o acordo previa apenas garantias logísticas, que ele próprio asseguraria, e que a decisão de Florentino de não representar Angola surgiu após a mudança de liderança na FAF. Para o ex-internacional, interesses individuais e políticos terão prevalecido sobre o interesse nacional.
Versão de Florentino
Horas depois, Florentino Luís divulgou um comunicado onde nega categoricamente a existência de qualquer acordo para jogar por Angola. O médio afirma ter orgulho nas suas origens angolanas, mas esclarece que a sua ambição é representar Portugal, país onde cresceu, foi formado e já conquistou títulos europeus nos escalões Sub-17 e Sub-19.
Florentino nasceu em Angola, mas desenvolveu toda a sua formação futebolística em Portugal, tendo passado pelas seleções jovens portuguesas. A possibilidade de representar Angola foi discutida publicamente em diferentes momentos, sem confirmação oficial de um processo concluído.
A divergência de versões expõe fragilidades na comunicação institucional do futebol angolano e levanta dúvidas sobre os processos de captação de jogadores da diáspora. Até ao momento, a FAF não apresentou documentação pública que confirme ou refute qualquer acordo formal.
Sem consenso entre as partes, o caso Florentino permanece como mais um episódio de tensão entre dirigentes, ex-jogadores e atletas, num debate que volta a colocar em causa a gestão e a transparência do futebol em Angola.
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