A informação foi confirmada por Trump a jornalistas na Florida, tendo posteriormente o Kremlin reconhecido oficialmente a receção do convite. De acordo com o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, o convite foi transmitido por vias diplomáticas e Moscovo pretende esclarecer todos os detalhes da proposta com Washington.
Segundo o presidente norte-americano, a adesão a um lugar permanente no Conselho de Paz implicará uma taxa de entrada de mil milhões de dólares. Trump divulgou igualmente a composição inicial do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, que será presidido pelo próprio e contará com a participação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
O novo órgão integra figuras internacionais como o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial norte-americano para o Médio Oriente Steve Witkoff, Jared Kushner, genro de Donald Trump, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. Vários países, entre os quais Argentina, Turquia, Paraguai, Canadá e Egipto, confirmaram ter recebido convites para integrar o Conselho Executivo para a Paz em Gaza.
A criação do conselho insere-se na segunda fase do plano de paz anunciado pelos Estados Unidos para Gaza, que prevê a formação de um governo tecnocrático no enclave e o desarmamento do Hamas. O novo executivo deverá ser composto por palestinianos não ligados ao grupo islâmico.
A entrada em vigor da segunda fase do plano ocorreu a 14 de Janeiro, após anúncio do enviado especial Steve Witkoff. A iniciativa de Trump levanta debates sobre o futuro da governação global e o papel das instituições multilaterais tradicionais na resolução de conflitos internacionais.