Militares, agentes da Polícia Nacional, magistrados e outros titulares de cargos públicos estão legalmente proibidos de participar em apostas e jogos desportivos em Angola, de acordo com a legislação em vigor no país. A informação foi confirmada esta quinta-feira, 5, pelo chefe do Departamento de Supervisão e Fiscalização do Instituto de Supervisão de Jogos (ISJ), Paulo Gessi.
“Eles não podem jogar”, afirmou Paulo Gessi, explicando que a norma legal tem como objetivo prevenir conflitos de interesses, salvaguardar a integridade das instituições públicas e garantir maior transparência no setor dos jogos.
A legislação estabelece ainda limites quanto à localização das casas de apostas, proibindo a sua instalação nas imediações de escolas, igrejas, cemitérios e edifícios públicos, como ministérios, tribunais e outros órgãos do Estado.
Sobre os impactos sociais das apostas desportivas, o jurista Adérito Sabino defende a criação de um plano nacional de prevenção e mitigação de riscos, considerando insuficientes os avisos legais nas publicidades. O psicólogo Sebastião André alerta para os efeitos negativos do jogo na saúde mental e defende ações conjuntas entre o Estado, escolas e órgãos de defesa e segurança.
Já o economista Paulo Forquilha sublinha a necessidade de maior responsabilidade social por parte das empresas do setor, defendendo que parte das receitas das apostas seja canalizada para ações sociais, educativas e de apoio psicológico, de modo a reduzir os impactos negativos do jogo na sociedade angolana.
