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Caso russos: Tribunal recusa arrolar como testemunhas ACJ, Higino Carneiro e "Dino Matrosse"

O juiz Gerson Damião recusou arrolar como testemunhas várias figuras políticas no processo conhecido como “caso russos”, considerando desnecessária a sua audição para o apuramento dos factos.

Entre os nomes rejeitados estão Adalberto da Costa Júnior, presidente da UNITA, Paulo Lukamba “Gato”, Nelito Ekuiki, bem como os políticos do MPLA Higino Carneiro e Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”.

A decisão foi tomada após solicitação dos advogados dos arguidos, aceite pelo Ministério Público, mas indeferida pelo tribunal no âmbito das questões prévias.

O tribunal rejeitou ainda a maioria dos pedidos apresentados pela defesa dos arguidos, entre os quais cidadãos russos e angolanos acusados de vários crimes, incluindo espionagem, terrorismo e associação criminosa.

Durante a sessão, a procuradora Lina Teca optou por não proceder à leitura da acusação, argumentando que tal acto é facultativo e que os arguidos já têm conhecimento dos factos. A posição gerou contestação por parte da defesa, que considera essencial a leitura em sede de julgamento público.

O processo envolve os cidadãos russos Igor Rochin Mihailovich e Lev Matvevoch, bem como os angolanos Amós Carlos Tomé e Oliveira Francisco “Buka”, sendo apontados diversos crimes de natureza grave no âmbito da acusação.

Com o indeferimento das questões prévias, o tribunal deu seguimento ao processo, marcando o início da fase de produção de prova, que inclui o interrogatório dos arguidos.

O primeiro a ser ouvido será Igor Rochin Mihailovich, segundo informações apuradas.

O julgamento prossegue com a audição dos arguidos e a análise das provas, numa fase determinante para o desfecho de um dos processos judiciais mais mediáticos em curso em Angola.

fonte: Novo Jornal

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