O juiz Gerson Damião recusou arrolar como testemunhas várias figuras políticas no processo conhecido como “caso russos”, considerando desnecessária a sua audição para o apuramento dos factos.
A decisão foi tomada após solicitação dos advogados dos arguidos, aceite pelo Ministério Público, mas indeferida pelo tribunal no âmbito das questões prévias.
O tribunal rejeitou ainda a maioria dos pedidos apresentados pela defesa dos arguidos, entre os quais cidadãos russos e angolanos acusados de vários crimes, incluindo espionagem, terrorismo e associação criminosa.
Durante a sessão, a procuradora Lina Teca optou por não proceder à leitura da acusação, argumentando que tal acto é facultativo e que os arguidos já têm conhecimento dos factos. A posição gerou contestação por parte da defesa, que considera essencial a leitura em sede de julgamento público.
O processo envolve os cidadãos russos Igor Rochin Mihailovich e Lev Matvevoch, bem como os angolanos Amós Carlos Tomé e Oliveira Francisco “Buka”, sendo apontados diversos crimes de natureza grave no âmbito da acusação.
Com o indeferimento das questões prévias, o tribunal deu seguimento ao processo, marcando o início da fase de produção de prova, que inclui o interrogatório dos arguidos.
O primeiro a ser ouvido será Igor Rochin Mihailovich, segundo informações apuradas.
O julgamento prossegue com a audição dos arguidos e a análise das provas, numa fase determinante para o desfecho de um dos processos judiciais mais mediáticos em curso em Angola.
fonte: Novo Jornal
