A Federação Angolana de Futebol (FAF) confirmou a contratação de Aliou Cissé como novo selecionador nacional, encerrando um processo negocial que se arrastava há vários meses.
O anúncio surge após a rescisão do contrato do treinador com a Federação Líbia de Futebol, oficializada na véspera. A ligação, iniciada em março do ano passado, terminou antecipadamente, num contexto marcado por alegados salários em atraso superiores a oito meses.
Cissé, de 48 anos, assume o comando técnico dos Palancas Negras numa fase delicada, com a seleção posicionada no 89.º lugar do Ranking FIFA e sem competir desde a eliminação na CAN 2025, em janeiro de 2026, resultado considerado negativo pela própria FAF.
O técnico chega com um currículo consolidado no futebol africano. Enquanto selecionador do Senegal, cargo que ocupou durante uma década, dirigiu a equipa em 101 jogos, somando 65 vitórias, 22 empates e 14 derrotas. Conquistou a Taça de África das Nações em 2022 e participou em dois Campeonatos do Mundo, além de outras competições continentais.
Antes da carreira como treinador, Cissé teve percurso como jogador em clubes como o Lille, Paris Saint-Germain, Montpellier, Birmingham e Portsmouth, acumulando experiência em ligas europeias.
A FAF confia que a experiência internacional do novo selecionador poderá impulsionar a seleção angolana, que terá compromissos já no mês de junho. O curto espaço de preparação será o primeiro teste à capacidade de implementação do seu modelo de jogo.
O processo de contratação foi conduzido pelo vice-presidente para as seleções nacionais, Kali, que manteve discrição ao longo das negociações.
A remuneração de Aliou Cissé não foi divulgada, mantendo-se a política de confidencialidade adotada pela atual direção da FAF.
Com a oficialização, inicia-se um novo ciclo para os Palancas Negras, com foco na reorganização competitiva e no reposicionamento da seleção no futebol africano.