O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, voltou a defender a necessidade de um pacto de estabilidade e reconciliação nacional, depois de a Presidência da República rejeitar oficialmente a proposta apresentada pelo maior partido da oposição.
Durante uma conferência de imprensa realizada em Luanda, Adalberto Costa Júnior afirmou que Angola atravessa uma “grave crise política, institucional e social”, defendendo que o país necessita de um novo compromisso político capaz de restaurar a confiança entre as instituições e os cidadãos.
Segundo ACJ, o pacto proposto pela UNITA não representa uma ruptura institucional, mas sim uma plataforma destinada a promover consensos nacionais antes das eleições gerais previstas para 2027.
O líder da oposição argumentou que o actual contexto político exige mecanismos de diálogo mais amplos para garantir estabilidade, previsibilidade institucional e confiança eleitoral.
Na intervenção, Adalberto Costa Júnior criticou igualmente a posição do Executivo, que considerou não existir em Angola qualquer situação de crise que justifique um pacto político extraordinário.
O presidente da UNITA afirmou ainda que a proposta apresentada incluía medidas relacionadas com reforma política, revisão constitucional, segurança jurídica e mecanismos de reconciliação nacional.
ACJ alertou para o risco de agravamento das tensões políticas e sociais caso o diálogo entre as principais forças políticas continue bloqueado.
As declarações surgem depois de a Presidência da República ter afirmado que todas as matérias de interesse nacional devem ser tratadas dentro da Constituição e das instituições existentes, rejeitando mecanismos considerados “ad hoc”.
O debate entre o Executivo e a oposição intensifica-se numa altura em que o ambiente político angolano começa a entrar em pré-campanha para as eleições gerais de 2027.
