O presidente do PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, defendeu o regresso do diálogo entre as forças políticas como instrumento para consolidar a democracia, preservar a estabilidade social e encontrar respostas para os principais desafios económicos e sociais de Angola.
Segundo Chivukuvuku, a concertação política deve assumir um papel central na procura de soluções para os problemas que afectam a população.
“O diálogo entre as forças políticas em Angola é fundamental para consolidar a democracia, garantir a estabilidade social e encontrar soluções duradouras para os desafios económicos e de desenvolvimento do país.”
Críticas à situação económica e social
Durante a intervenção, o presidente do PRA-JA criticou a actuação do Governo perante os problemas socioeconómicos que afectam o país.
Entre as questões apontadas estão o desemprego, a pobreza extrema, a valorização dos salários, o apoio à juventude e a necessidade de diversificação da economia.
Na leitura do político, estas dificuldades exigem uma abordagem que ultrapasse a disputa política tradicional e permita encontrar consensos sobre questões consideradas estruturantes para o desenvolvimento nacional.
Chivukuvuku chamou ainda atenção para as dificuldades enfrentadas diariamente por muitos angolanos, referindo problemas relacionados com a inflação, o desemprego e a falta de oportunidades.
Juventude entre as principais preocupações
A falta de oportunidades para os jovens foi igualmente destacada pelo líder do PRA-JA.
Chivukuvuku alertou para o impacto que a ausência de perspectivas pode provocar nas famílias e na sociedade, defendendo a necessidade de respostas capazes de criar melhores condições económicas e sociais.
A questão da juventude surge associada à necessidade de diversificação da economia, considerada essencial para aumentar as oportunidades de emprego e reduzir a dependência de sectores específicos da economia nacional.
Diálogo como instrumento político
Para o presidente do PRA-JA, o diálogo entre as forças políticas deve servir não apenas para gerir momentos de tensão, mas também para construir entendimentos sobre questões de interesse nacional.
A proposta ocorre num contexto político marcado por divergências entre o Governo e os partidos da oposição sobre diferentes matérias, incluindo questões relacionadas com a democracia, a economia e as condições sociais da população.
Chivukuvuku defende, neste sentido, que a estabilidade política deve ser acompanhada por mecanismos de concertação capazes de permitir que diferentes correntes políticas participem na procura de soluções para os problemas do país.