Messi anuncia aposentadoria da selecção argentina aos 39 anos: "doeu e ainda dói"

Messi estreou-se pela selecção principal da Argentina em 2005. Durante muitos anos, a sua relação com a equipa nacional foi marcada por críticas, derrotas em finais e comparações permanentes com Diego Maradona.

A pressão atingiu um dos seus pontos mais altos depois da Copa América de 2016. Após perder a final diante do Chile, Messi chegou a anunciar a sua retirada da selecção, mas voltou atrás na decisão e continuou a perseguir o sonho de conquistar um grande título pela Argentina.

A persistência acabaria por ser recompensada.

Em 2021, Messi conquistou a sua primeira grande competição pela selecção principal ao vencer a Copa América. No ano seguinte, liderou a Argentina à conquista do Mundial do Qatar, derrotando a França na final. Em 2024, voltou a levantar a Copa América.

Em 2026, já aos 39 anos, conduziu novamente a Argentina até à final do Mundial, mas a equipa perdeu diante da Espanha. Foi o último jogo de Messi com a camisola argentina.

O adeus do maior goleador da história argentina

Messi deixa a selecção como recordista de jogos e golos. Foram 207 partidas e 125 golos, números que ajudam a dimensionar a longevidade e a influência do avançado na equipa nacional.

Mais do que os números, porém, Messi deixa uma transformação profunda na relação entre uma geração de argentinos e a sua selecção.

Durante anos, o jogador carregou sobre os ombros a expectativa de repetir com a Argentina aquilo que fazia no futebol de clubes. A ausência de títulos alimentou críticas e comparações com Maradona. A partir de 2021, contudo, a narrativa mudou completamente.

Messi passou de um jogador constantemente questionado a símbolo máximo de uma geração campeã.

A sua história com a Argentina termina sem o segundo Mundial consecutivo que muitos esperavam, mas com um legado que dificilmente será repetido.

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