Higino Carneiro garantiu que não vai desistir das suas convicções, na sequência da anulação da sua candidatura à liderança do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), decisão mantida na reunião do Comité Central do partido, realizada a 21 de Outubro.
A posição consta de um comunicado dirigido aos militantes do MPLA, aos seus apoiantes e aos angolanos, no qual o político agradeceu as mensagens de solidariedade e encorajamento recebidas após a decisão sobre a sua candidatura.
Defesa da democracia interna
No documento, Higino Carneiro manifestou gratidão aos subscritores da candidatura e aos membros da equipa de trabalho que participaram na iniciativa em diferentes províncias do país. O político afirmou ter recebido as manifestações de apoio com humildade e sentido de responsabilidade, destacando a confiança depositada no seu percurso.
A democracia interna foi um dos pontos centrais da sua mensagem. Higino Carneiro defendeu que a participação dos militantes deve ser assegurada por regras claras, procedimentos transparentes e condições de igualdade.
O político considerou igualmente que as divergências devem ser discutidas no quadro das instituições partidárias, com respeito pela pluralidade de ideias e pelos Estatutos do MPLA.
A posição coloca a participação dos militantes e a transparência dos procedimentos no centro do debate sobre a organização interna do partido, num contexto marcado pela anulação da sua candidatura à liderança.
Higino Carneiro não antecipa os próximos passos
Apesar da decisão, Higino Carneiro não anunciou, no comunicado, quais serão as suas próximas decisões políticas. Limitou-se a reafirmar o compromisso com Angola e os angolanos, sustentando que a anulação da candidatura não representa o fim da sua trajectória política nem elimina a responsabilidade que afirma sentir perante aqueles que o apoiaram.
“Eu também não desisto”, declarou o político, numa mensagem que reafirma a continuidade das suas convicções, sem indicar se pretende adoptar novas iniciativas no âmbito da disputa pela liderança do MPLA.
