O Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) decidiu não admitir a candidatura de Higino Carneiro à liderança do partido, numa reunião realizada na quarta-feira, 21 de Outubro, de acordo com informações divulgadas sobre o encontro.
A reunião foi orientada pelo presidente do MPLA, João Lourenço, e abordou questões relacionadas com a preparação do congresso ordinário da formação política, previsto para os dias 9 e 10 de Dezembro.
Indícios de alegada falsificação documental
Um dos elementos associados à decisão é o alegado encaminhamento à Procuradoria-Geral da República (PGR) de indícios de possível falsificação de documentos relacionados com a candidatura de Higino Carneiro.
A eventual intervenção da PGR poderá permitir a análise dos elementos apresentados e a determinação da existência, ou não, de matéria que justifique diligências adicionais.
Importa, contudo, distinguir a apresentação de indícios da comprovação de uma infracção. Até que existam conclusões das autoridades competentes, não é possível afirmar que houve falsificação documental ou atribuir responsabilidade criminal a qualquer interveniente.
Congresso marcado para Dezembro
O congresso ordinário do MPLA está previsto para os dias 9 e 10 de Dezembro. O encontro deverá constituir um momento central para a organização interna do partido e para os procedimentos relacionados com a sua liderança.
A não admissão da candidatura de Higino Carneiro poderá ter consequências no quadro da disputa interna, embora a dimensão política da decisão dependa também dos fundamentos formais apresentados pelo partido e dos eventuais desenvolvimentos institucionais do caso.
A evolução do processo dependerá dos esclarecimentos oficiais do MPLA e de eventuais informações da PGR sobre o recebimento e a análise dos elementos mencionados.
