A Embaixada de Angola nos Estados Unidos alertou que vários cidadãos estrangeiros, sobretudo da RDC e de outras nacionalidades africanas, estão a usar passaportes angolanos para entrar no território norte-americano, embora não sejam angolanos.
O aviso foi feito pelo embaixador Agostinho Van-Dúnem, que afirma que muitos detidos nas cadeias dos EUA carregam documentos angolanos obtidos de forma irregular.
Segundo o diplomata, as autoridades americanas têm pressionado Angola a reforçar a segurança na emissão de Bilhetes de Identidade e passaportes, apontando esta fragilidade como um risco que pode afectar o acesso de cidadãos angolanos aos EUA. Em Washington, o embaixador revelou que 20 supostos angolanos já foram repatriados este ano, muitos dos quais não eram, afinal, nacionais.
Casos semelhantes têm sido relatados por angolanos na Europa, que afirmam encontrar estrangeiros com passaportes nacionais, incapazes de falar português ou identificar locais em Angola. O Novo Jornal ouviu testemunhos de cidadãos em França, Bélgica e em Luanda que confirmam a facilidade com que estrangeiros conseguem BI e passaporte através da “candonga”.
Em Agosto, o SIC desmantelou redes que falsificavam assentos, boletins de nascimento e Bilhetes de Identidade nas províncias de Luanda e Lunda-Norte, envolvendo funcionários do Ministério da Justiça. Noutra operação, em Luanda, foi descoberta uma rede que vendia documentos para atribuição de nacionalidade angolana a congoleses, cobrando entre 40 e 50 mil kwanzas.
