Uma série de países e organizações internacionais publicou condenações firmes à ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que acabou com a captura do Presidente Nicolás Maduro e sua esposa, classificando-a como uma violação clara da soberania e do direito internacional e pedindo desescalada imediata.
A condenação veio de governos na América Latina, Europa, Ásia e blocos multilaterais. Brasil, Cuba, Rússia, Irã, México, Chile e Colombia estão entre os países que criticaram duramente a operação, denunciando a ofensiva como agressão não autorizada e exortando negociações e respeito às normas da Organização das Nações Unidas (ONU).
O Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a ação dos EUA cruzou “uma linha inaceitável” e constitui um precedente perigoso para a soberania dos Estados na região.
O líder cubano Miguel Díaz-Canel chamou o ataque de “terrorismo de Estado” e pediu uma resposta imediata da comunidade internacional.
Autoridades mexicanas e chilenas pediram diálogo e soluções pacíficas, citando os princípios fundamentais do direito internacional e da não-interferência.
“O uso de forças armadas sem autorização da ONU é uma violação flagrante do direito internacional,” declarou o Ministério das Relações Exteriores do México em comunicado oficial.
“Esta operação arrisca desestabilizar ainda mais a América Latina, afetando civis e minando a confiança entre nações,” disse o Presidente do Chile, Gabriel Boric, em uma mensagem pública.
A tensão entre os EUA e o governo venezuelano vinha crescendo desde 2020 devido a acusações americanas de narcotráfico e terrorismo ligadas ao círculo governamental de Maduro, levando a sanções, recompensas por captura e pressão diplomática massiva. A escalada culminou na operação militar de janeiro de 2026.
Analistas diplomáticos alertam que a onda de reprovações pode dificultar a reconstrução de alianças no continente e aumentar a polarização entre grandes potências, com Rússia e Irã reforçando seu posicionamento contra o que chamam de unilateralismo americano. Organizações multilaterais como a ONU podem ser pressionadas a convocar sessões extraordinárias para discutir o respeito à Carta das Nações Unidas e a soberania dos Estados.
O foco agora se desloca para as respostas diplomáticas imediatas e os desdobramentos legais internacionais. Países que repudiaram a ação americana exigem mecanismos de diálogo e cooperação multilateral para prevenir agravamentos, enquanto a própria comunidade internacional monitora a situação com crescente preocupação.
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