A Comissão da Carteira e Ética aplicou, ao longo de 2025, processos disciplinares a mais de 100 jornalistas por desrespeito às normas éticas e deontológicas da profissão, incluindo suspensões, multas e a abertura de processos que podem culminar na cassação de carteiras profissionais.
Entre as sanções aplicadas, destaca-se a suspensão por 30 dias do jornalista e pivô do telejornal da Televisão Pública de Angola, Ernesto Bartolomeu, bem como a aplicação de uma multa de 1 milhão de kwanzas, por ter desempenhado funções de mestre de cerimónias no acto central das celebrações do 11 de Novembro.
A CCE sancionou igualmente jornalistas de vários órgãos, incluindo profissionais da TV Zimbo, TPA, Rádio Nacional de Angola, Rádio Luanda, Rádio Ecclésia e freelancers, por violações do código de ética e deontologia profissional.
Segundo a comissão, nos próximos dias mais de 50 jornalistas de diversos órgãos deverão ser alvo de medidas disciplinares. Paralelamente, a CCE vai aplicar multas a órgãos de comunicação social que mantêm nos seus quadros jornalistas sem carteira profissional válida ou com documentos vencidos há meses.
Entre os órgãos identificados para sanção constam rádios, televisões e grupos de imprensa públicos e privados. A comissão esclareceu ainda que tanto os jornalistas como as entidades patronais serão responsabilizados nos termos da Lei do Estatuto do Jornalista, nomeadamente pelo dever de assegurar o exercício legal da profissão.
A CCE informou também ter arquivado uma queixa apresentada por uma empresa estatal contra um jornalista, por não se comprovar violação de normas legais ou éticas, e confirmou que decorrem processos internos, um dos quais poderá resultar na cassação da carteira profissional de um responsável editorial.
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