Os angolanos que pretendam viajar para os Estados Unidos da América passam a estar sujeitos ao pagamento de uma caução que pode atingir os 15 mil dólares, no âmbito dos vistos de negócios e turismo B1 e B2, a partir de 21 de janeiro.
A medida consta de um documento divulgado pela Administração norte-americana e aplica-se igualmente a Cabo Verde. Os dois países passam a integrar uma lista actualizada de 38 Estados cujos cidadãos ficam sujeitos à exigência financeira para obtenção do visto.
Segundo informações avançadas pela agência Lusa, o montante da caução será determinado por um funcionário consular durante a entrevista de visto e será reembolsado se o titular cumprir todas as condições impostas e abandonar os Estados Unidos antes do fim do período autorizado de permanência.
A lista inclui países que já estavam abrangidos pela medida, como a Guiné-Bissau, desde 1 de janeiro, e São Tomé e Príncipe, desde 23 de outubro de 2025. Os vistos B1/B2 válidos já emitidos não são afectados pela nova regra.
O pagamento da caução não garante a emissão do visto, mas o valor será devolvido caso o pedido seja recusado ou após a comprovação do cumprimento integral das regras de permanência. A decisão insere-se numa política migratória mais restritiva adoptada pela Administração Trump.
Entre as medidas já anunciadas, os Estados Unidos determinaram ainda a proibição total de entrada de cidadãos de vários países da África, Médio Oriente e Ásia, reforçando o controlo migratório e o escrutínio sobre a concessão de vistos.
