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PN admite constrangimentos técnicos e administrativos na implementação das novas matrículas

A Polícia Nacional admitiu que o processo de troca obrigatória das chapas de matrícula ainda enfrenta constrangimentos, apesar de o prazo inicialmente anunciado ter expirado em Janeiro de 2026. A informação foi confirmada pela Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária (DTSER), em comunicado citado pelo Novo Jornal.

De acordo com a DTSER, encontram-se em curso trabalhos de reestruturação e aperfeiçoamento do processo, com o objectivo de garantir melhores condições técnicas e administrativas para a sua implementação em todo o território nacional. As autoridades apontam dificuldades financeiras e contratuais com algumas empresas seleccionadas como um dos principais factores do atraso.

O processo de substituição das matrículas foi lançado oficialmente a 10 de Janeiro de 2024, numa cerimónia presidida pelo então comandante-geral da Polícia Nacional, Arnaldo Carlos. Na ocasião, foi anunciado que os automobilistas teriam um prazo de dois anos para efectuar a troca, período durante o qual as chapas antigas e o novo modelo coexistiriam, fixando-se Janeiro de 2026 como data limite.

Segundo a Polícia Nacional, as novas chapas cumprem os padrões técnicos exigidos pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e visam reforçar o controlo do parque automóvel no país. No entanto, terminado o prazo inicialmente anunciado, não foi divulgada uma nova data para a obrigatoriedade total do novo modelo.

Fontes do Novo Jornal junto da DTSER do Ministério do Interior indicam que o processo continua dependente da resolução de pendências financeiras e administrativas, garantindo que as autoridades irão prestar novos esclarecimentos assim que existirem condições para a retoma efectiva da substituição das matrículas.

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