Presidente de Angola e da União Africana manifesta inquietação com agravamento da crise de segurança após visita de Félix Tshisekedi a Luanda
O Presidente da República de Angola e Presidente em exercício da União Africana, João Manuel Gonçalves Lourenço, emitiu esta quinta-feira, 8 de janeiro, um comunicado sobre a situação de segurança no leste da República Democrática do Congo (RDC), manifestando forte preocupação com a deterioração do quadro militar e humanitário na região.
A posição foi divulgada no final da visita oficial a Luanda do Presidente congolês Félix Tshisekedi e tornada pública pelo Secretário do Presidente para os Assuntos Diplomáticos e de Cooperação Internacional, Victor Lima.
Preocupação com segurança e crise humanitária
No comunicado, João Lourenço afirma observar “com inquietude” a evolução da situação no leste da RDC, sublinhando as graves consequências humanitárias e as ameaças que o conflito representa para a estabilidade regional.
O chefe de Estado angolano destaca que a actual escalada põe em causa os esforços desenvolvidos no âmbito do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com referência à Resolução 2173, bem como os processos diplomáticos de Washington e de Doha.
Processos diplomáticos como única via
João Lourenço considera que os mecanismos diplomáticos em curso constituem a única via capaz de reduzir a tensão persistente entre a RDC e o Ruanda e de promover um entendimento duradouro entre as partes envolvidas no conflito.
Nesse contexto, o Presidente da União Africana lançou um apelo claro a um cessar-fogo imediato e incondicional, acompanhado da cessação de todas as hostilidades no terreno.
Apelo às partes e à comunidade internacional
O comunicado exorta os governos da RDC, do Ruanda e o movimento M23 a respeitarem e cumprirem os acordos assinados, priorizando uma solução pacífica do conflito e a salvaguarda dos direitos e interesses das populações civis, em conformidade com os processos de Washington e de Doha.
João Lourenço apelou igualmente a todos os actores da comunidade internacional para se unirem em torno dos esforços actualmente em curso, com o objectivo de restaurar a paz e a estabilidade na República Democrática do Congo.
O posicionamento do Presidente angolano reforça o papel de Angola e da União Africana na defesa do multilateralismo, do diálogo político e da resolução pacífica dos conflitos no continente africano.
