O Palácio de Ferro recebe, a partir de 22 de abril de 2026, a exposição “Angola 75 – A Expressão Gráfica da Independência”, uma iniciativa que revisita a produção visual associada ao período da luta e consolidação da Independência nacional.
A exposição, aberta ao público de 23 de abril a 29 de maio, baseia-se em acervos privados de José Julião e Jeredh Santos, reunindo impressos que documentam as dimensões políticas, culturais e simbólicas entre 1960 e 1979.
A mostra propõe uma leitura documental sobre o contributo de artistas, escritores, designers gráficos e editores, evidenciando o papel da cultura como instrumento de intervenção e reflexão no contexto histórico angolano.
Com apoio da Fundação BAI, o projecto reforça o compromisso institucional com a valorização da memória colectiva, da educação e do desenvolvimento cultural.
O período retratado corresponde a uma fase determinante da história contemporânea de Angola, marcada por transformações políticas profundas e pela afirmação de identidades culturais no espaço público.
A exposição inclui um programa educativo dirigido a escolas, universidades e projectos socioculturais, com visitas guiadas e sessões de mediação que incentivam o pensamento crítico sobre identidade, cidadania e memória.
A direcção artística, design expositivo e produção estão a cargo da Letras & Expressões, com consultoria de Íris Chocolate e Paula Nascimento, e pesquisa conduzida por Tila Likunzi e João António Mérito.
“Angola 75” posiciona-se como um espaço de diálogo entre passado e presente, promovendo uma leitura acessível e estruturada da história visual do país, num contexto de valorização da cultura como património colectivo.
