Irene Neto, filha do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, denunciou a ocupação de duas moradias em Luanda pertencentes aos filhos do empresário Carlos Manuel de São Vicente, ocorrida nos dias 7 e 8 de Julho de 2026.
Em declarações ao Novo Jornal, a antiga governante afirmou que as casas foram arrombadas, tiveram as fechaduras substituídas e passaram a estar sob controlo das autoridades, sem que a família tivesse recebido, segundo a sua versão, uma notificação prévia.
Irene Neto questiona a extensão da execução de uma decisão judicial relacionada com o património de São Vicente, argumentando que os imóveis e os bens pessoais pertencem a familiares que, segundo afirma, não foram acusados, julgados ou condenados no processo.
“Eu não fui acusada nem julgada nem condenada. Os nossos filhos não foram acusados nem julgados nem condenados. Os nossos netos não foram acusados de qualquer crime”, declarou.
Para a filha de Agostinho Neto, a situação representa um possível efeito de “punição colectiva”, por atingir a esposa, filhos e netos de Carlos São Vicente.
A família afirma ainda que as moradias representam mais do que património, por terem sido construídas ao longo de décadas e estarem associadas à vida familiar e às memórias dos descendentes do primeiro Presidente de Angola.