A Universidade Privada de Angola, UPRA, e a TV Zimbo emitiram, esta quinta-feira, 20 de Agosto, esclarecimentos públicos sobre a relação que mantêm ou mantiveram com um docente universitário envolvido numa polémica que ganhou dimensão nas redes sociais.
O caso começou a circular depois de terem sido divulgadas informações sobre alegações de assédio a estudantes, acompanhadas de relatos segundo os quais o académico teria sido confrontado e agredido por familiares de uma estudante.
Perante a repercussão do caso e a associação do nome do visado às duas instituições, tanto a universidade como a estação televisiva decidiram esclarecer publicamente os respectivos vínculos.
UPRA diz que docente já deixou a instituição
Em comunicado, a UPRA esclareceu que o cidadão em causa é um antigo membro do seu corpo docente e que já não integra os quadros da universidade.
A instituição afirmou que actualmente não existe qualquer vínculo profissional entre o visado e a UPRA.
A Reitoria aproveitou igualmente para reafirmar a sua posição contra práticas de assédio, abuso de autoridade, coacção ou aproveitamento indevido da relação existente entre docentes e estudantes.
A universidade defendeu que os factos devem ser devidamente apurados e que a veracidade das alegações deve ser determinada pelas entidades competentes.
TV Zimbo esclarece participação em programas
A TV Zimbo também se pronunciou depois de o nome do académico ter sido associado à estação.
O canal esclareceu que o visado não é jornalista nem colaborador efectivo da TV Zimbo, tendo participado apenas pontualmente em espaços televisivos na qualidade de comentador convidado.
A estação explicou que essa participação não representa um vínculo laboral, contratual ou institucional permanente.
A TV Zimbo acrescentou que a condição de convidado para participação em espaços televisivos não implica responsabilidade da estação pela conduta pessoal ou profissional do participante fora do contexto das suas intervenções televisivas.
Instituições defendem apuramento dos factos
A repercussão do caso nas redes sociais levou as duas instituições a reforçarem publicamente a sua posição contra o assédio sexual e o abuso de poder.
Tanto a UPRA como a TV Zimbo manifestaram apoio ao apuramento rigoroso dos factos pelas entidades competentes.
A universidade apelou, por outro lado, a uma utilização responsável das redes sociais, sobretudo quando estão em causa acusações que ainda não foram confirmadas judicialmente.
A preocupação prende-se também com a exposição das pessoas envolvidas e com o risco de informações não verificadas serem apresentadas como factos consumados.