Um jovem designer de 25 anos, Fernando Ludje Castelo, conhecido como Yuzzy, foi morto na madrugada de sábado após receber um disparo na cabeça durante uma discussão numa loja de conveniência localizada numa bomba de combustível no Morro Bento, em Luanda.
O crime aconteceu cerca das duas da manhã e o presumível autor é Hélder Paulino Dimas, 1º sub-chefe do DIIP, que se encontra em fuga. A Polícia Nacional garante que está a desenvolver diligências aceleradas para o localizar.
De acordo com informações recolhidas no local, tudo começou com uma troca de palavras motivada por uma demora no pagamento causada por falha no TPA. Testemunhas relatam que o agente, visivelmente irritado, saiu da loja e seguiu Yuzzy para o exterior, onde efectuou um disparo directo na região da parietal. O jovem ainda foi transportado de urgência para a clínica Multiperfil, mas não resistiu aos ferimentos.
O porta-voz da Polícia Nacional em Luanda, superintendente-chefe Nestor Goubel, afirmou ao jornal OPAÍS que o suspeito fugiu imediatamente após o crime e está a ser procurado de forma activa. Goubel reforçou que, após a detenção, o agente será apresentado ao Ministério Público para responder pelos crimes que lhe são imputados. O responsável garantiu que o processo terá acompanhamento público até ao desfecho das investigações.
O caso, registado por câmaras de vigilância e amplamente partilhado nas redes sociais, provocou enorme indignação e reabriu o debate sobre comportamentos abusivos de agentes destacados em espaços civis. Organizações de direitos humanos e vários cidadãos exigem responsabilização exemplar e reformas urgentes na formação policial, sublinhando que episódios de violência armada envolvendo agentes continuam a minar a confiança pública nas instituições de segurança.
Como consequência imediata, crescem pedidos para que o Ministério do Interior reveja os mecanismos de controlo disciplinar e estabeleça protocolos mais rigorosos sobre o porte de armas fora do serviço. O impacto social também se nota nas reacções que inundaram as redes, onde o nome de Yuzzy se tornou símbolo da necessidade de proteger vidas civis num contexto de crescente tensão entre população e forças de ordem.
