No centro das preocupações esteve a actuação contínua do Movimento 23 de Março (M23), grupo rebelde acusado de receber apoio do Ruanda, que avançou recentemente para a cidade de Uvira, no sul da província do Kivu. O episódio ocorreu apesar do acordo alcançado em Washington, sob mediação do Presidente dos Estados Unidos, com o objectivo de travar a violência na região.
A situação em Uvira reacendeu receios quanto a uma possível progressão do conflito para o Katanga, região estratégica para a economia da RDC, devido às suas vastas reservas minerais, incluindo cobre, cobalto e urânio. Um eventual alargamento do conflito poderia ter repercussões directas na estabilidade regional.
Em nota divulgada pela Presidência angolana, foi referido que, do ponto de vista militar, a situação no terreno não apresentou melhorias significativas, apesar do acordo assinado. Angola sublinha que a proximidade geográfica com a RDC torna inevitável o acompanhamento atento da evolução do conflito.
Sem revelar pormenores adicionais do encontro, Luanda reafirma a sua preocupação com os desenvolvimentos no Leste da RDC, num contexto em que Angola tem desempenhado, nos últimos anos, um papel activo nos esforços diplomáticos para a pacificação da região.