O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, manifestou a intenção do maior partido da oposição de trabalhar para a alternância política nas Eleições Gerais de 2027, defendendo a necessidade de se formar uma nova frente política ampla.
De acordo com o dirigente, a estratégia passa por uma reformatação da frente para a alternância, assente nas lições aprendidas com experiências anteriores e numa análise mais madura do contexto político nacional. O objectivo, segundo afirmou, é alcançar resultados mais eficazes no próximo desafio eleitoral.
Adalberto Costa Júnior explicou que a UNITA não concorreu às últimas Eleições Gerais como força integrada numa frente política devido a limitações legais que impediram a formalização da Frente Patriótica Unida. Perante esse cenário, o partido avançou sozinho para o pleito eleitoral, mantendo, no entanto, a convicção da importância de uma articulação política mais ampla.
Reeleito para liderar a UNITA nos próximos cinco anos, o político sublinhou que a experiência acumulada com as dificuldades enfrentadas pela FPU deve servir de base para o futuro. Segundo defendeu, a aposta numa frente ampla não resulta de receio eleitoral, mas do entendimento de que nenhum partido, isoladamente, é capaz de resolver os problemas estruturais de Angola, sendo necessária uma mobilização política alargada para garantir a alternância no poder em 2027.