A transição de 2025 para 2026 foi marcada, em Angola e nos países da lusofonia, por celebrações que refletiram o estado social das populações: encontros familiares, festas públicas ajustadas à realidade económica e um discurso coletivo centrado na esperança, na estabilidade e na superação de dificuldades.
Em Angola, a chegada de 2026 ocorreu num contexto social sensível. Após um ano marcado por tensões económicas e reivindicações sociais, muitos angolanos optaram por celebrações mais simples, privilegiando a convivência familiar e comunitária. Em cidades como Luanda, Benguela e Huíla, espaços públicos receberam festas moderadas, enquanto bairros registaram encontros informais e manifestações religiosas.
A virada do ano foi acompanhada por mensagens de apelo à paz social, ao emprego e à melhoria das condições de vida, refletindo prioridades claras da população para o novo ciclo.
Portugal e Brasil: tradição e adaptação
Em Portugal, o réveillon manteve a tradição das festas municipais, mas com forte adesão a encontros privados, num contexto de contenção económica. O discurso social esteve centrado na estabilidade, no poder de compra e na expectativa de políticas sociais mais eficazes.
No Brasil, as celebrações populares mantiveram grande dimensão, sobretudo em zonas costeiras e capitais. Milhões de pessoas participaram de eventos públicos, reforçando o caráter coletivo da virada do ano, com mensagens ligadas à esperança, ao trabalho e à redução das desigualdades.
África lusófona: comunidade e identidade
Nos países africanos de língua portuguesa, a entrada de 2026 foi marcada por forte sentido comunitário. Em Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, celebrações locais reuniram música, dança e práticas culturais tradicionais. Apesar das dificuldades económicas, o ambiente foi de coesão social e reafirmação identitária.
As comunidades destacaram a importância da solidariedade, da estabilidade política e do acesso a serviços básicos como prioridades para o novo ano.
Um sentimento comum
Apesar das diferenças culturais e económicas, a lusofonia entrou em 2026 unida por sentimentos semelhantes. A esperança por melhores condições de vida, maior justiça social e oportunidades sustentáveis foi o fio condutor das mensagens públicas e privadas que marcaram a virada do ano.
