Oku Saka

Passado da Indra reacende debate sobre eleições de 2027 em Angola

A empresa espanhola Indra Sistemas, recentemente seleccionada pela Comissão Nacional Eleitoral de Angola para assegurar a componente tecnológica das eleições gerais angolanas de 2027, esteve envolvida numa investigação em Espanha relacionada com o processo eleitoral angolano de 2012.

De acordo com informações divulgadas, a investigação conduzida pela Agência Tributária espanhola, em 2018, incidiu sobre suspeitas de pagamento de comissões associadas ao fretamento de aviões utilizados no transporte de material eleitoral.

O processo apontou para uma alegada inflação de cerca de 9,8 milhões de euros, sendo que aproximadamente 2,4 milhões de euros foram considerados indevidos no âmbito da análise realizada pelas autoridades.

Apesar das suspeitas, o caso foi encerrado em maio de 2018 sem que tenham sido aplicadas condenações. A empresa negou qualquer irregularidade, mas, na sequência de uma investigação interna, identificou deficiências de gestão e procedeu à demissão de um responsável.

A escolha da Indra Sistemas para as eleições de 2027 tem gerado reações divergentes em Angola.

Partidos da oposição, como a UNITA, o Bloco Democrático e o Partido Liberal, manifestaram-se contra a decisão, levantando preocupações sobre a transparência do processo eleitoral.

Por outro lado, sectores próximos do MPLA defendem a reputação internacional da empresa e a sua experiência em processos eleitorais.

O tema continua a alimentar o debate político no país, numa altura em que se intensificam os preparativos para as eleições gerais de 2027, consideradas decisivas para o futuro político de Angola.

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