O preço do petróleo voltou a registar uma subida significativa nos mercados internacionais, com o barril de Brent a ultrapassar a fasquia dos 110 dólares, impulsionado pela crescente tensão geopolítica entre os Estados Unidos e o Irão.
Só nesta segunda-feira, o Brent, principal referência para as exportações de Angola, registou uma valorização superior a 3%, atingindo cerca de 113,3 dólares.
A subida dos preços está associada às recentes declarações do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que terá estabelecido um ultimato ao Irão, ameaçando atingir a sua indústria energética caso não sejam garantidas condições de livre circulação marítima.
No centro da crise está o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente.
De acordo com informações disponíveis, o Irão terá limitado a passagem de navios, permitindo apenas o trânsito de países que não apoiam a ofensiva militar conduzida por Israel e pelos Estados Unidos.
A situação tem gerado preocupação nos mercados internacionais, dado o impacto potencial no fornecimento global de energia, bem como em outros produtos estratégicos transportados pela região, como fertilizantes e hélio.
Apesar da escalada, alguns analistas consideram que a subida dos preços ainda é moderada face ao risco envolvido, apontando para a incerteza quanto ao cumprimento efectivo das ameaças políticas.
O cenário mantém-se volátil, com investidores atentos aos desenvolvimentos diplomáticos e militares que poderão influenciar directamente o preço do petróleo e, consequentemente, as economias dependentes deste recurso.
