Oku Saka

Crise societária na Universidade Lusíada de Angola opõe sócios e pode chegar aos tribunais

A Universidade Lusíada de Angola enfrenta uma crise societária que poderá comprometer o funcionamento de uma das mais reconhecidas instituições privadas de ensino superior em Angola, na sequência de acusações de violação de direitos dos sócios.

O empresário Carlos Mingas, também conhecido como “Cayo Mingas”, denuncia que os seus mandatários foram impedidos de participar numa assembleia-geral extraordinária realizada a 24 de fevereiro de 2026, apesar de, segundo afirma, terem cumprido todas as formalidades legais exigidas.

As acusações recaem sobre Paulo Múrias, sócio-gerente da Saber Angola - Prestação de Serviços, Limitada, empresa detentora da universidade. Mingas sustenta que houve “violação dos direitos dos sócios e afronta directa às disposições da Lei das Sociedades Comerciais”.

De acordo com o denunciante, o episódio não é isolado, tendo ocorrido situação semelhante numa assembleia anterior, o que, na sua leitura, configura um padrão de actuação destinado a limitar o exercício legítimo dos direitos societários.

Carlos Mingas detém, enquanto representante comum das contitulares da quota indivisa, 50% do capital social da Saber Angola, avaliado em um milhão de kwanzas, participação que afirma estar a ser ignorada na condução da instituição.

Contactado, Paulo Múrias recusou comentar o caso em detalhe, remetendo o diferendo para a via judicial, indicando que a resolução deverá ocorrer nos tribunais competentes.

O desfecho do litígio poderá ter implicações relevantes na gestão e estabilidade da universidade, num contexto em que o sector do ensino superior privado enfrenta desafios de regulação, transparência e governação.

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