O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu esta quinta-feira que Angola não conseguirá alcançar desenvolvimento sustentável enquanto o mérito continuar subordinado à militância partidária.
A posição foi manifestada através de uma publicação nas redes sociais, onde o dirigente político afirmou que “nenhum país se desenvolve enquanto o mérito for substituído pela militância partidária”. Segundo Adalberto Costa Júnior, o sofrimento da população não distingue preferências políticas.
“A fome não pergunta em quem se votou, o desemprego não escolhe região e os jovens nos hospitais, dos jovens sem oportunidades e dos pais sem salário digno é uma dor nacional”, escreveu.
O líder da oposição afirmou ainda que o país necessita de uma República mais inclusiva, baseada na igualdade de oportunidades e no reconhecimento da competência profissional acima da filiação partidária.
“Por isso, a solução para Angola deve nascer da inclusão, do diálogo e da construção de um Estado verdadeiramente republicano, onde todos tenham espaço e dignidade”, defendeu.
As declarações surgem numa altura em que continuam os debates públicos sobre condições sociais, desemprego juvenil, acesso aos serviços de saúde e o modelo de governação em Angola. O discurso também reforça o posicionamento político da UNITA em torno da necessidade de reformas institucionais e maior abertura democrática.