A empresária Ana Maria Carneiro terá revisto a sua posição inicial e passado a apoiar a candidatura do seu esposo, o general Higino Carneiro, à liderança do MPLA, depois de, numa fase anterior, ter manifestado reservas relacionadas com questões de segurança.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Club-K, os receios iniciais da empresária baseavam-se em alegados riscos à integridade física do general, num contexto marcado por tensões políticas e disputas internas no seio do partido no poder.
Durante esse período, foram reportadas por órgãos de comunicação social alegadas movimentações com o objectivo de travar a ascensão política de Higino Carneiro, incluindo a instauração de processos judiciais e uma suposta vigilância reforçada por parte de serviços de inteligência. Relatos indicavam ainda a monitorização da residência do general, em Talatona, com recurso a meios tecnológicos e presença de viaturas não identificadas.
Num dos episódios referidos, elementos de segurança do general terão intercetado um indivíduo que alegadamente tentava instalar um dispositivo nas imediações da residência. Esses acontecimentos contribuíram para um clima de apreensão no seio familiar.
A morte de Fernando da Piedade Dias dos Santos, em dezembro de 2025, também apontado como potencial candidato, terá reforçado as preocupações quanto ao ambiente político e aos riscos associados ao processo de sucessão.
Entretanto, fontes indicam que a família decidiu reforçar o apoio ao general após melhorias no sistema de segurança, alegadamente com recurso a assessoria estrangeira, o que terá permitido mitigar algumas das situações anteriormente reportadas.
Observadores consideram que a ausência recente de sinais de vigilância pode indicar uma reavaliação das estratégias anteriormente adoptadas ou uma alteração no contexto político.
O MPLA prepara-se para realizar o seu congresso na primeira semana de dezembro de 2026, tendo já sido criada uma subcomissão para gerir as candidaturas à liderança do partido. Além de Higino Carneiro, são apontados como potenciais candidatos o engenheiro António Venâncio e José Carlos Almeida.
O actual líder do partido, João Lourenço, poderá igualmente avançar para a recandidatura, embora persistam indicações, ainda não confirmadas, sobre uma eventual desistência em favor de outro nome, cenário que, para já, é considerado pouco provável.