O Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, admitiu a possibilidade de aceitar um terceiro mandato presidencial, caso essa venha a ser a vontade do povo congolês.
As declarações foram feitas esta quarta-feira, em Kinshasa, durante uma conferência de imprensa realizada no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
“Não solicitei um terceiro mandato, mas se o povo quiser um terceiro mandato, eu aceito”, afirmou o chefe de Estado, actualmente no seu segundo mandato presidencial.
Tshisekedi sublinhou, no entanto, que qualquer eventual alteração constitucional deverá respeitar os mecanismos democráticos previstos, incluindo a realização de um referendo popular.
A Constituição da RDC estabelece um limite de dois mandatos consecutivos para o Presidente da República, o que tem alimentado o debate político em torno de uma possível revisão constitucional.
Sectores da oposição e organizações da sociedade civil têm demonstrado preocupação com a possibilidade de mudanças que permitam a continuidade do actual Presidente no poder, alertando para riscos de instabilidade política e concentração de poder.
Eleito pela primeira vez em 2018 e reeleito em 2023, Tshisekedi tem defendido que qualquer reforma constitucional deve resultar da vontade popular e não de interesses individuais ou partidários.